"Eu amo o teu gravador de chamadas.
Ele não me abandona
e repete vezes sem conta
a tua voz."
Pedro Mexia
Friday, March 04, 2005
Monday, February 28, 2005
Não gosto de...

Segunda-feira...
acordar cedo...
horários a cumprir...
de esperar em fila...
de me vestir de amarelo...
do Carnaval...
de despedidas...
de cheiro a álcool...
de chorar...
de hipocrisia...
da saudade...
do vulgar...
de futebol...
de gente lenta...
falsos moralistas...
de esperar...
de surpresas...
de errar...
de perfumes doces...
de perder o controle...
e, principalmente...
de morrer de véspera!
Tuesday, February 22, 2005
Delírio

Alfonso Izco
Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...
Olavo Bilac
Thursday, February 17, 2005
Tuesday, February 15, 2005
Monday, February 14, 2005
Sunday, February 13, 2005
O Pássaro Azul (1940)

Há muito tempo, na sessão de Domingo-à-tarde, vi algumas vezes este filme.
Era uma fábula.
A menina que se chamava Mytyl e o seu irmão Tytyl ficam sós em casa, depois de o pai ter ido para a guerra combater o Napoleão.
Uma noite, Mytyl recebe a visita da fada Berylune que os manda, juntamente com o seu gato e cão, transformados em humanos, em busca do pássaro azul da felicidade através do passado, do presente e do futuro. Depois de uma longa aventura, voltando para casa, Mytyl descobre que o pássaro azul da felicidade era aquele em sua gaiola, que ela tinha capturado no início da história. O grupo procurou por algo que esteve sempre dentro da sua própria casa.
É uma viagem de amadurecimento; a expedição dá voltas, passa por terras encantadas, a equipe tem dificuldades, mas os meninos regressam capazes de compreender melhor o que já existia.
E entender que muito do que se deseja está presente, esperando apenas ser notado.
...
Hoje...
e porque também é Domigo à tarde, lembrei-me desta menina e da companhia que me fez durante muitas tardes da minha infância...
Enroscava-me no sofá vermelho e sentia-me feliz ...
pelo filme...
pela minha inocência...
pelo chocolate quente...
pelos biscoitos de laranja e...
pelas gargalhadas soltas da minha mãe...!
Wednesday, February 09, 2005
Abismo
Tuesday, February 08, 2005
Busca antecipada
My last day
Thursday, February 03, 2005
Friday, January 28, 2005
Até amanhã, camaradas
Políticas à parte, o filme transformado em mini série que hoje e amanhã tem honras de prime-time na SIC, vai surpreender muita gente.
Não deixem de ver.
São seis horas, três por dia, de transcrição para televisão do livro Até amanhã, camaradas, de Manuel Tiago.
Eu já tenho as pipocas a fazer e na minha cadeira ninguém se senta.
Bom filme.
Wednesday, January 26, 2005
Tuesday, January 25, 2005
Regresso ao lar
Ai, há quantos anos que eu parti chorando
Deste meu saudoso, carinhoso lar!...
Foi há vinte?... Há trinta? Nem eu sei já quando!...
Minha velha ama, que me estás fitando,
Canta-me cantigas para me lembrar!
Dei a Volta ao mundo, dei a volta à Vida...
Só achei enganos, decepções, pesar...
Oh! A ingénua alma tão desiludida!...
Minha velha ama, com a voz dorida,
Canta-me cantigas de me adormentar!...
Trago d'amargura o coração desfeito...
Vê que fundas mágoas no embaciado olhar!
Nunca eu saira do meu ninho estreito!...
Minha velha ama que me deste o peito,
Canta-me cantigas para me embalar!
Pôs-me Deus outrora no frouxel do ninho
Pedrarias d'astros, gemas de luar...
Tudo me roubaram, vê, pelo caminho!...
Minha velha ama, sou um pobrezinho...
Canta-me cantigas de fazer chorar!
Como antigamente, no regaço amado,
(Venho morto, morto!...) deixa-me deitar!
Ai, o teu menino como está mudado!
Minha velha ama, como está mudado!
Canta-lhe cantigas de dormir, sonhar!...
Canta-me cantigas, manso, muito manso...
Tristes, muito tristes, como à noite o mar...
Canta-me cantigas para ver se alcanço
Que a minh'alma tenha paz, descanso,
Quanto a Morte, em breve, me vier buscar!...
Guerra Junqueiro
Monday, January 24, 2005
EGOISTA
Esta foi a capa da Revista Egoista de Dezembro de 2002.
Hoje comprei a edição de Dezembro de 2004, dedicada às crianças.
Na primeira página traz a seguinte mensagem:
"Seja criança outra vez,
puxe pela imaginação e pinte a sua capa. Boa sorte.
P.S. - Não use só uma cor, seja ousado."
Assim sendo...talvez faça uma brincadeira gira nessa capa...e um dia vos mostre.
Até lá...deixo-vos uma frase linda que lá encontrei:
"Eu sou do tamanho do que escrevo."
Fernando Pessoa, futuro escritor e poeta aos 14 anos
Friday, January 21, 2005
Entre céu e terra
Thursday, January 20, 2005
Em tuas mãos
Tuesday, January 18, 2005
Será desta vez que eu vou ter um Moleskine?
"...Foram postos a circular pelo mundo 13 "notebooks" (até agora), devidamente numerados e identificados, que vão passando de mão em mão. Cada pessoa tem uma página para escrever ou desenhar o que quiser e dentro de uma semana deve enviá-lo para a próxima pessoa na lista.
Joy Rothke, uma americana de 52 anos a viver na Costa Rica, está encarregue de manter organizada essa lista, que já inclui pessoas de todas as partes do mundo, incluindo Portugal. No futuro, esperam poder fazer uma exposição itinerante com os "moleskines" usados.
Quem quiser participar na iniciativa só tem que consultar o "site" http://www.moleskinerie.com".
Revista ÚNICA do semanário O Expresso de 15/01/2005
A Psicologia da cor
O mais importante da simbologia da cor é que ela não é ligada à racionalidade do homem. Um exemplo clássico, que é dado pelos defensores da influência cultural na racionalidade da simbologia das cores, é a diferença de interpretação da morte pelos orientais. Nós a simbolizamos com o preto, enquanto os orientais a simbolizam com o branco. Se formos analisar esse exemplo em profundidade, veremos que ele cai por terra, quando vemos a interpretação radicalmente oposta que cada povo dá a morte. O preto e o branco, para ambas as culturas continuam simbolizando as mesmas coisas, a morte é que é vista de modo diferente.
Algumas características qualitativas e materiais das cores:
Algumas características qualitativas e materiais das cores:
- AZUL: Pureza, frieza, inteligência, limpeza, organização, simplicidade, infinito, o céu, a água e o gelo.
- VERDE: Perseverança, saúde, naturalidade, limpeza, juventude e natureza.
- AMARELO: Versatilidade, vivacidade e o sol.
- VERMELHO: Energia, potência, sensualidade, força, vitalidade e riqueza.
- VIOLETA: Misticismo, justiça, dignidade, requinte, delicadeza, magia e religião.
- CINZA: Antiguidade, neutralidade, seriedade, sabedoria, passado e velhice.
- MARROM: Receptividade, sensualidade, o outono, o lar e a família.
- PRETO: Extinção, sordidez, maldade, opressividade, frigidez, seriedade, sobriedade, o fim, a noite, a sombra, a sujeira, o mal e a fronteira.
- BRANCO: Pureza, inocência, beleza, luminosidade, simplicidade, limpeza, a paz e a alma.
E agora uma pequenina nota final:
Deixei de questionar a minha tendência benfiquista.....Porque será ?
Monday, January 17, 2005
From a land half of mine
A long time ago, when my life was almost there...I cried a lot with this letter...
Now...I'm sure that this child coulbe be mine...
Thank God.
"My Daddy is dead four weeks now, and that's a month. He died on Wednesday morning at half six. He was beaten up in August because he tried to stop them from burning the houses in our street. He was in the hospital four weeks before he died. My Daddy said to me when he was living, he said, "You'll grow up, you'll be a man like me.' He said because I bring dogs and cats into the house and so did he. He brought home fish and all.
"My Mommy said he died happy, because he died in his sleep. When the smoke started coming from the walls of our house, we ran out and down the entry. My budgie and frogs and my cat and hampster were burned in the house. This is the second time we were burned out.
"When the slates were cracking with the heat, we thought it was guns and we cut over into another entry and went to our Granny's house.
"My aunt gave me a dog. I call it Arco. I have a wishing well and I save up money in it. When I have three shillings, I'll buy a goldfish."
Letter from a Derry child
Now...I'm sure that this child coulbe be mine...
Thank God.
"My Daddy is dead four weeks now, and that's a month. He died on Wednesday morning at half six. He was beaten up in August because he tried to stop them from burning the houses in our street. He was in the hospital four weeks before he died. My Daddy said to me when he was living, he said, "You'll grow up, you'll be a man like me.' He said because I bring dogs and cats into the house and so did he. He brought home fish and all.
"My Mommy said he died happy, because he died in his sleep. When the smoke started coming from the walls of our house, we ran out and down the entry. My budgie and frogs and my cat and hampster were burned in the house. This is the second time we were burned out.
"When the slates were cracking with the heat, we thought it was guns and we cut over into another entry and went to our Granny's house.
"My aunt gave me a dog. I call it Arco. I have a wishing well and I save up money in it. When I have three shillings, I'll buy a goldfish."
Letter from a Derry child
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