Friday, August 11, 2006
Monday, January 09, 2006
Wednesday, November 30, 2005
FOTO 1
Lembro-me bem do meu primeiro ferimento a sério...aliás ele ainda reside na minha face direita, apesar de quase imperceptível, devido ao passar dos anos.
Era o dia de matricular o meu irmão "acima", na escola primária.
Naquele tempo, a minha vila parecia uma aldeia e os lugares onde hoje crescem torres de cimento bem alinhadas (como as couves e as alfaces), estavam livres e separados por cercas de arame farpado.
Quando voltávamos para casa, a minha mãe permitiu que eu corresse atrás dos meus irmãos. Eles saltaram o arame e eu, como me achava ainda uma miniatura, pensei que estaria liberta desse exercício físico suplementar e resolvi aventurar-me nessa corrida, sem medos nem cuidados.
Mas o arame não teve contemplações com esse meu primeiro devaneio.
No hospital, aguentei firme e engoli todas as lágrimas que consegui.
"Afinal essa coisa de se ser corajoso, com tão pouca idade, nem sempre corre bem..."
No regresso, vinha feliz.
Trazia uma história para contar.
E tinha vencido um medo.
Era o dia de matricular o meu irmão "acima", na escola primária.
Naquele tempo, a minha vila parecia uma aldeia e os lugares onde hoje crescem torres de cimento bem alinhadas (como as couves e as alfaces), estavam livres e separados por cercas de arame farpado.
Quando voltávamos para casa, a minha mãe permitiu que eu corresse atrás dos meus irmãos. Eles saltaram o arame e eu, como me achava ainda uma miniatura, pensei que estaria liberta desse exercício físico suplementar e resolvi aventurar-me nessa corrida, sem medos nem cuidados.
Mas o arame não teve contemplações com esse meu primeiro devaneio.
No hospital, aguentei firme e engoli todas as lágrimas que consegui.
"Afinal essa coisa de se ser corajoso, com tão pouca idade, nem sempre corre bem..."
No regresso, vinha feliz.
Trazia uma história para contar.
E tinha vencido um medo.
Monday, November 28, 2005
A minha fotografia
Aparentemente, nada há de especial em possuir apenas uma foto da minha fase primária...
A não ser o facto relevante de hoje me encontrar com quarenta anos de idade e querer conhecer melhor a criança que teima em viver e sobreviver, dentro de mim...
Talvez a sequência de imagens em papel, habitualmente guardadas por qualquer mortal, me ajudasse a decifrar a outra face das minhas expressões de infância.
Terei de recorrer às economias que reservo da minha memória, para percorrer os caminhos do meu passado e voltar a encontrar-me...
E se o alvo a atingir se tornar uma bola de neve e eu não a conseguir parar?
E se essa minha necessidade de voltar atrás me fizer reviver mágoas, até hoje habilmente recalcadas e esquecidas, na tentativa de me proteger?
Confesso que é um risco...este meu regresso ao passado!
Mas assumo-o demasiado tentador...
Por muitos suplementos de memória que possua, não vai ser possivel reportar-me aos primeiros dias de vida, como é óbvio, sem me apoiar no que ouvi contar...
"Quando nasceste, vivíamos numa casa sem portas..."
Esta frase faz-me sempre sorrir.
Pois fui a última de sete irmãos e não deve ter sido tarefa fácil controlar uma data de crianças a brincar às escondidas entre as cortinas, enquanto a irmã mais nova nascia.
Mães e mulheres-coragem...as de antigamente.
E foi nesse ambiente de risos e ruídos concentrados de crianças, num misto de ansiedade, curiosidade e inocência...que fiz a minha aparição no mundo.
Quando completei um ano de idade, os meus pais resolveram alugar uma casa enorme, no centro da vila, com muitas portas e janelas.
E foi nessa casa que vivi...até ao dia em que parti em busca de mim.
Mas isso foi muito mais tarde...
Por vezes, sou surpreendida com lembranças, cores e cheiros tão familiares e tão remotos que me levam a "viajar" nesse tempo que passou...mas que ainda é tão sómente meu.
E vai ser, nesta recolha selectiva de memória, que tenciono começar a minha viagem no tempo...
A não ser o facto relevante de hoje me encontrar com quarenta anos de idade e querer conhecer melhor a criança que teima em viver e sobreviver, dentro de mim...
Talvez a sequência de imagens em papel, habitualmente guardadas por qualquer mortal, me ajudasse a decifrar a outra face das minhas expressões de infância.
Terei de recorrer às economias que reservo da minha memória, para percorrer os caminhos do meu passado e voltar a encontrar-me...
E se o alvo a atingir se tornar uma bola de neve e eu não a conseguir parar?
E se essa minha necessidade de voltar atrás me fizer reviver mágoas, até hoje habilmente recalcadas e esquecidas, na tentativa de me proteger?
Confesso que é um risco...este meu regresso ao passado!
Mas assumo-o demasiado tentador...
Por muitos suplementos de memória que possua, não vai ser possivel reportar-me aos primeiros dias de vida, como é óbvio, sem me apoiar no que ouvi contar...
"Quando nasceste, vivíamos numa casa sem portas..."
Esta frase faz-me sempre sorrir.
Pois fui a última de sete irmãos e não deve ter sido tarefa fácil controlar uma data de crianças a brincar às escondidas entre as cortinas, enquanto a irmã mais nova nascia.
Mães e mulheres-coragem...as de antigamente.
E foi nesse ambiente de risos e ruídos concentrados de crianças, num misto de ansiedade, curiosidade e inocência...que fiz a minha aparição no mundo.
Quando completei um ano de idade, os meus pais resolveram alugar uma casa enorme, no centro da vila, com muitas portas e janelas.
E foi nessa casa que vivi...até ao dia em que parti em busca de mim.
Mas isso foi muito mais tarde...
Por vezes, sou surpreendida com lembranças, cores e cheiros tão familiares e tão remotos que me levam a "viajar" nesse tempo que passou...mas que ainda é tão sómente meu.
E vai ser, nesta recolha selectiva de memória, que tenciono começar a minha viagem no tempo...
Wednesday, October 26, 2005
Friday, October 14, 2005
Thursday, October 13, 2005
Tuesday, October 11, 2005
Thursday, September 29, 2005
Friday, September 23, 2005
Sunday, September 18, 2005
À minha amiga Ana
Wednesday, September 14, 2005
AO MEU PAI
Thursday, September 08, 2005
Tuesday, September 06, 2005
Friday, September 02, 2005
À avó que nunca tive...
A avó, vista por uma menina de 8 anos"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As Avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas. Nunca dizem "Despacha-te!". Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morreram mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, principalmente se não tiver televisão."
(recebido por mail)
Tuesday, June 21, 2005
Tuesday, April 26, 2005
Wednesday, March 23, 2005
Friday, March 04, 2005
Eu amo
"Eu amo o teu gravador de chamadas.
Ele não me abandona
e repete vezes sem conta
a tua voz."
Pedro Mexia
Ele não me abandona
e repete vezes sem conta
a tua voz."
Pedro Mexia
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