Friday, September 29, 2006
Thursday, September 28, 2006
Finalmente...

É por dentro que te sinto.
É na certeza do impossível que te tornas mais presente em mim…
É no que escondes e reténs…que te dissolves na minha ansiedade.
E depois…
Mesmo sem a tua permissão…
Eu levo-te comigo…
E faço-te dar voz a todas as vontades e desejos…
Prendo-te ao peito…
Onde tu sugas a vida…
Roubo-te as palavras…
Onde me prometes as fantasias mais ousadas…
Faço-te vir…ficar…e regressar…
Porque tu sabes…
Que é querendo a minha insanidade de paixão…
Que te encontras…
Finalmente!
LC
Friday, September 22, 2006
Urgência
Thursday, September 21, 2006
Apenas minha

Se te vais e eu não vi…
só me resta olhar o teu lugar amarrotado,
no outro lado da cama…
Se te espero e tu não vens…
deslizo, bem devagar, no teu lugar amarrotado,
no outro lado da cama…
e inspiro …
e respiro de novo…
sofregamente,
cada pedacinho da tua pele…
sem pressas…
que de encontro à minha boca de desejo…
se entrega…
suave…
húmida…
apenas minha…!
LC
Wednesday, September 20, 2006
Prometo
Tuesday, September 19, 2006
Se te quero...
Eu juro
Monday, September 18, 2006
Mentira
Friday, September 15, 2006
À luz do teu olhar...

Batalho dentro de mim...
Comigo, contigo e com o resto do mundo.
É uma luta feita de força, risco e perigo.
É uma luta feita de vontade, esperança e sobretudo de amor.
Apetece-me rasgar a alma e contemplá-la à luz do teu olhar...
Que é sempre tão sereno e me adia a raiva e o desespero...
Para um futuro sem regresso.
Hoje estou cansada.
Forrada de amargura.
Comprei um livro.
Comprei um disco.
E fiquei à espera, como antigamente, que a tristeza se fosse.
Nessa altura vivia com os sonhos dos outros.
Hoje quero o mundo.
E não renuncio.
Hoje quero que a vida me devolva a ti.
E não renuncio.
Hoje só quero abrir-me...ver-te...tocar-te...amar-te...sorver-te e...
Ouvir-te chamar-me:
“Minha deusa”.
E não renuncio.
E é por isso que um dia...
Te vou pedir que me embales em ti e...
Me contes uma história de príncipes e princesas.
Talvez aí...
Te deites comigo para sempre.
LC
Thursday, September 14, 2006
Fazias hoje 91 anos...!

O meu pai era um homem puro,nas palavras, nos sentimentos e em tudo o que fazia.Mas eu não sabia.Ao Domingo, levava-me pelo pulso, à missa das 11H.Achava ele, que assim eu nunca fugiria.Mas eu não sabia.De regresso a casa, comprava-me sempre um "estica" na loja da D.Mimi e eu fazia com que ele durasse o caminho todo, para me adoçar a dor da sua mão forte e segura.O meu pai tinha um cheiro neutro a banho fresco e isso marcava a sua ausência de vícios e definia o seu carácter.Era firme como uma rocha.E muito fiel às suas convicções.A nossa referência de vida.Muitas noites...sonhava que ele me pegava no colo e me deixava sentir aquele odor, tão exclusivo, a "barba-sempre-feita".Mas ele não sabia.Nem nunca vai poder saber.
Wednesday, August 30, 2006
Friday, August 11, 2006
Monday, January 09, 2006
Wednesday, November 30, 2005
FOTO 1
Era o dia de matricular o meu irmão "acima", na escola primária.
Naquele tempo, a minha vila parecia uma aldeia e os lugares onde hoje crescem torres de cimento bem alinhadas (como as couves e as alfaces), estavam livres e separados por cercas de arame farpado.
Quando voltávamos para casa, a minha mãe permitiu que eu corresse atrás dos meus irmãos. Eles saltaram o arame e eu, como me achava ainda uma miniatura, pensei que estaria liberta desse exercício físico suplementar e resolvi aventurar-me nessa corrida, sem medos nem cuidados.
Mas o arame não teve contemplações com esse meu primeiro devaneio.
No hospital, aguentei firme e engoli todas as lágrimas que consegui.
"Afinal essa coisa de se ser corajoso, com tão pouca idade, nem sempre corre bem..."
No regresso, vinha feliz.
Trazia uma história para contar.
E tinha vencido um medo.
Monday, November 28, 2005
A minha fotografia
A não ser o facto relevante de hoje me encontrar com quarenta anos de idade e querer conhecer melhor a criança que teima em viver e sobreviver, dentro de mim...
Talvez a sequência de imagens em papel, habitualmente guardadas por qualquer mortal, me ajudasse a decifrar a outra face das minhas expressões de infância.
Terei de recorrer às economias que reservo da minha memória, para percorrer os caminhos do meu passado e voltar a encontrar-me...
E se o alvo a atingir se tornar uma bola de neve e eu não a conseguir parar?
E se essa minha necessidade de voltar atrás me fizer reviver mágoas, até hoje habilmente recalcadas e esquecidas, na tentativa de me proteger?
Confesso que é um risco...este meu regresso ao passado!
Mas assumo-o demasiado tentador...
Por muitos suplementos de memória que possua, não vai ser possivel reportar-me aos primeiros dias de vida, como é óbvio, sem me apoiar no que ouvi contar...
"Quando nasceste, vivíamos numa casa sem portas..."
Esta frase faz-me sempre sorrir.
Pois fui a última de sete irmãos e não deve ter sido tarefa fácil controlar uma data de crianças a brincar às escondidas entre as cortinas, enquanto a irmã mais nova nascia.
Mães e mulheres-coragem...as de antigamente.
E foi nesse ambiente de risos e ruídos concentrados de crianças, num misto de ansiedade, curiosidade e inocência...que fiz a minha aparição no mundo.
Quando completei um ano de idade, os meus pais resolveram alugar uma casa enorme, no centro da vila, com muitas portas e janelas.
E foi nessa casa que vivi...até ao dia em que parti em busca de mim.
Mas isso foi muito mais tarde...
Por vezes, sou surpreendida com lembranças, cores e cheiros tão familiares e tão remotos que me levam a "viajar" nesse tempo que passou...mas que ainda é tão sómente meu.
E vai ser, nesta recolha selectiva de memória, que tenciono começar a minha viagem no tempo...













