Thursday, October 19, 2006

Como que renascida...!


Eu já não sou o que fizeste de mim…
Já não estou no sitio onde me deixaste…
Parti…
Envolta nos teus ensinamentos…
Revestida do que suguei de ti…
Feliz e amargurada…
Pelo que tive e pelo que nunca cheguei a ter.
E carreguei-te em cada poro…
E o meu pensamento, tantas vezes toldado pelos teus olhos…
Lutava contra a memória do teu rosto…
……
Se cheguei a bom porto?
……
Sim…
Como que renascida!

LC

Friday, October 13, 2006

Entre milhares...



Podes passar entre milhares,
reduzir o teu corpo a mais um corpo,
vestires de novo esse olhar de fugitivo…
E pensares que não estás,
onde vives cada vez mais presente…
Porque,
mesmo que te dispas desse aroma a frutos frescos…
Desse sabor agridoce…
Dessas mãos sedentas de amor…
E desse toque de rebeldia atroz…
Eu vou voltar a viver-te…
A sorver-te…
A absorver-te…
E a ter-te como nunca…
Mesmo que tu aches que mais ninguém te sente!

LC

Thursday, October 12, 2006

Feiticeira


Eu gostava que tirasses essa máscara…
Que voltasses a ser o meu menino de outrora…
Quando dormias nos meus braços…
E esquecias o mundo.
Chamavas-me feiticeira e eu acreditava.
Choravas emocionado…
Ao contemplar o meu ar sereno…durante o sono.
Fazias-me sonhar.
Levavas contigo o meu corpo e a minha alma…
E eu deixava.
Achava que assim me tinhas sempre e para sempre.
Eu gostava que tirasses essa máscara de agora…
Para eu te poder reconhecer!
Sempre…
E para sempre…!

LC

Tuesday, October 10, 2006

Não precisas vir...



Não precisas vir.
Sei-te de cor.
Adivinho cada passo…
Cada investida tua…
O teu cheiro é o meu cheiro…
Os teus olhos dizem o mesmo que os meus…
Cada gesto,
Cada passo,
Cada dedilhar teu…
Simples e comum,
Faz vibrar sem pudor,
A parte de mim que te chama…
Não precisas vir…

LC

Friday, October 06, 2006

À tua espera...


Cannelle

Quando penso que tudo acabou…
Que nada mais em mim me resta em tua honra…
Que o cansaço pela espera me derrubou a vontade,
O sabor,
E a ligeireza com que corria ao teu encontro…
Há qualquer coisa em mim…
Que me desperta,
Me percorre,
E me acorda dessa letargia…
Com que pautei a minha vida à tua espera!

LC

Wednesday, October 04, 2006

Tuesday, October 03, 2006

De amor...se pode morrer!


Igor Volgin


Era sempre assim que me amavas…
Tocavas e entravas…
Sabia quando chegavas…
E…
inocentemente deixava…
que me invadisses…me explodisses…me abraçasses…
E…
me provocasses a ânsia que reprimias…
A boca que me calavas…
O corpo que me agarravas…
E deixavas que eu gritasse…
Inundada de desejo…
E paravas…
Te afastavas…
Para que eu,
Nesse preciso momento…
Fechasse os olhos…
E soubesse…
Que de amor…se pode morrer!

LC

Mensagem



Porque me cansas com tantas dúvidas...
se só tu conheces a minha chama..?

LC

Monday, October 02, 2006

Dança comigo...



Por isso…danças comigo.
E é nesse teu deslizar sobre o meu corpo…
Que eu traduzo os teus passos,
A tua vontade,
Os teus sinais prementes de fuga…
E de mão na mão…
Levas-me para onde mais ninguém sabe…
Em segredo,
Para uma redescoberta desenfreada…
Que nunca cansa nem acaba…
E danças de novo comigo…
Desta vez…
Leve …
E livre …
Ouvindo apenas o teu sussurro!

LC

Thursday, September 28, 2006

Finalmente...



É por dentro que te sinto.
É na certeza do impossível que te tornas mais presente em mim…
É no que escondes e reténs…que te dissolves na minha ansiedade.
E depois…
Mesmo sem a tua permissão…
Eu levo-te comigo…
E faço-te dar voz a todas as vontades e desejos…
Prendo-te ao peito…
Onde tu sugas a vida…
Roubo-te as palavras…
Onde me prometes as fantasias mais ousadas…
Faço-te vir…ficar…e regressar…
Porque tu sabes…
Que é querendo a minha insanidade de paixão…
Que te encontras…
Finalmente!

LC

Friday, September 22, 2006

Urgência



Eu sei que o tempo urge
E tens pressa de me ter…

E que em cada gesto teu…
Eu vibro de prazer…

E que em cada jogo nosso…
Há um rio..
Um turbilhão…
Uma amálgama de emoção…

E é nessa dança louca de paixão
Que regresso em ti,
Sempre…
de tesão em tesão…

LC

Thursday, September 21, 2006

Apenas minha



Se te vais e eu não vi…
só me resta olhar o teu lugar amarrotado,
no outro lado da cama…

Se te espero e tu não vens…
deslizo, bem devagar, no teu lugar amarrotado,
no outro lado da cama…
e inspiro …
e respiro de novo…
sofregamente,
cada pedacinho da tua pele…
sem pressas…
que de encontro à minha boca de desejo…
se entrega…
suave…
húmida…
apenas minha…!

LC

Wednesday, September 20, 2006

Prometo



Se me envolveres nesse teu mundo “às cores”…
e me deixares navegar em cada pedacinho de ti…
eu prometo!
Que vou-te amar…

LC

Tuesday, September 19, 2006

Se te quero...


Para além disso…
é junto do meu corpo extenuado de amor,
que me conheces…
me ouves…
me bebes e,
morres sempre um pouco…
quando não sei se te quero.

LC

Eu juro



No ângulo mais recôndito de mim…
Faz um milagre.
Imagina que sou todos os teus choros e amarguras e…
Dilui-te sem pressa.
Eu juro…
Que nesse recanto escondido…
A vida pode começar de novo.

LC

Monday, September 18, 2006

Mentira





Debaixo deste meu olhar que escurece o teu…
Há uma pequena mentira.
Mas tu não sabes.
Nunca to disse.

Mas o tempo passa.
E um dia vais aprender,
que mais vale morrer…
que endurecer assim a olhar para mim.

LC

Friday, September 15, 2006

À luz do teu olhar...





Batalho dentro de mim...
Comigo, contigo e com o resto do mundo.
É uma luta feita de força, risco e perigo.
É uma luta feita de vontade, esperança e sobretudo de amor.
Apetece-me rasgar a alma e contemplá-la à luz do teu olhar...
Que é sempre tão sereno e me adia a raiva e o desespero...
Para um futuro sem regresso.
Hoje estou cansada.
Forrada de amargura.
Comprei um livro.
Comprei um disco.
E fiquei à espera, como antigamente, que a tristeza se fosse.
Nessa altura vivia com os sonhos dos outros.
Hoje quero o mundo.
E não renuncio.
Hoje quero que a vida me devolva a ti.
E não renuncio.
Hoje só quero abrir-me...ver-te...tocar-te...amar-te...sorver-te e...
Ouvir-te chamar-me:
“Minha deusa”.
E não renuncio.
E é por isso que um dia...
Te vou pedir que me embales em ti e...
Me contes uma história de príncipes e princesas.
Talvez aí...
Te deites comigo para sempre.

LC

Thursday, September 14, 2006

Fazias hoje 91 anos...!















O meu pai era um homem puro,nas palavras, nos sentimentos e em tudo o que fazia.Mas eu não sabia.Ao Domingo, levava-me pelo pulso, à missa das 11H.Achava ele, que assim eu nunca fugiria.Mas eu não sabia.De regresso a casa, comprava-me sempre um "estica" na loja da D.Mimi e eu fazia com que ele durasse o caminho todo, para me adoçar a dor da sua mão forte e segura.O meu pai tinha um cheiro neutro a banho fresco e isso marcava a sua ausência de vícios e definia o seu carácter.Era firme como uma rocha.E muito fiel às suas convicções.A nossa referência de vida.Muitas noites...sonhava que ele me pegava no colo e me deixava sentir aquele odor, tão exclusivo, a "barba-sempre-feita".Mas ele não sabia.Nem nunca vai poder saber.