Monday, January 21, 2008

Não...



Não penses em mim mais do que um segundo,
Nem me sonhes vestida de anjo alado.
Não tentes sequer convencer-me das minhas virtudes.
Nem te imagines comigo ao teu lado…
Não levantes o meu véu com esperança
De me roubares um sorriso ardente…
Porque eu me visto de névoas e de sombra…
E te escondo a minha alma que não sente.
Não teimes…
Não insistas…
Não demores…
Porque é nessa tentativa tão crescente…
Que eu te fujo com raiva desmedida e,
Me perco para ti e para sempre.

LC

Saturday, January 05, 2008

Fada...Fado...ou Foda?


E quando esta dor de cabeça me assalta
E comodamente se instala, latejando
Eu peço umas mãos de fada…
Ou de fado?
Umas mãos de foda…
Que me afaguem…
Me invadam me acariciando…
E me façam vibrar enquanto peno…
De dor, de prazer e de vontade.
E quando tenho tudo o que pedi,
Lembro da cabeça palpitando…
E agora não é dor o que senti…
És tu…
Ou sou eu que estou sonhando?
LC

Friday, January 04, 2008

Sim...Oh Sim!


Ao mesmo tempo que me despes…
De forma bruta, apressada e selvagem,
E eu embato na parede…sôfrega e ofegante…
Abres-me as pernas com avidez…
E com o choque do teu corpo…
Cortas o meu respirar…
E entras em mim.
Sem que eu tenha tempo de dizer não e sim…
Não e sim!
E é nesse entrar frenético, louco e violento…
Que me agarro a ti com a força desse vaivém...
E te peço que fiques sempre e…
Sempre assim!
Mordes-me as palavras…
Puxas-me os cabelos…
E juras que não paras…que não paras…que não paras.
E é na mistura do meu grito que te ouço soltar…
O teu brado finito.
O teu sim…oh sim!
LC

Thursday, January 03, 2008

Olha para mim


Olha para mim.
Fixa bem os olhos que te enlevam…
Que clamam e reclamam pelo toque dos teus dedos,
Em cada pedacinho de mim que te espreita,
Sedento dos teus lábios.

Olha para mim.
E diz-me que me vês quente e bela…
Como a chama que te faz cobrir o meu corpo,
Como o grito que me sai de prazer e dor…
Como a boca que procura e bebe o meu suco…
Como a força do abraço onde eu regresso…
E descanso.

Olha para mim.
E toca-me no rosto…
Ao de leve, bem ao de leve…
Porque é assim que se faz o amor.
LC

Tuesday, January 01, 2008

Desejo ao amanhecer...


Para o ano que hoje começa…


Soma os teus passos aos meus...
Divide as pedras desse caminho por dois...
Multiplica as minhas vontades pelos teus desejos...
E inunda a minha alma de beijos.
Depois,
Subtrai-lhe os medos,
as angustias e ...
as esperas em vão.


Para o ano que hoje começa...
para ti...
eu tenho o meu coração.


LC

Thursday, December 20, 2007

A noite...



Se te contar que passei a noite a chorar…
Tu vais ficar aflito e inquieto…
E eu não te quero assim.

Se te contar que me sentia infeliz e,
Passei a noite a lamentar,
Tu vais ficar ainda mais aflito e inquieto…
E eu não te quero assim.

Então…
Decidi contar-te
Que passei a noite a pensar e a deambular
Por toda uma vida de…
Verdades e mentiras…
Vontades e desejos…
Dores e prazeres…
E aí…
Sei que vais ficar inquieto mas não aflito,
Porque me adivinhas sábia do meu sentir e
Sabes que é em ti que descanso o meu dormir.


LC

Sunday, December 16, 2007

E de ti...



Se um dia morrer e me perguntarem do que mais gostei,
Eu vou dizer:
Que foi da brisa que beijou o meu rosto…
Da primeira onda que cobriu os meus pés…
Da dentada doce e suculenta naquela pêra madura…
Dos dedos calmos e suaves que alisaram o meu cabelo…
Do meu rosto sorridente no espelho…
Da chuva na terra quente com cheiro forte de vida…
Das nossas gargalhadas a caminho da escola…
De nos fingirmos irmãs…
Do primeiro bater de coração por ti….
De descobrir que se pode morrer de amor…
Das vidas que gerei…
Dos passos que errei e dos que reconstruí…
E de ti…
E de ti…
E de ti…
Mas principalmente de ti!
LC

Thursday, December 13, 2007

Luz



É para ti que escrevo hoje…
Para que te sacies com as palavras tuas, vindas de mim.
E me ouças dizer de novo,
Que és a luzinha que acende o meu dia…
Me adivinha…
Me acompanha e
Acalma a minha alma…

É apenas para ti que escrevo hoje…
Porque pintas de verde-esperança,
os meus medos,
as minhas ansiedades,
as minhas horas menos boas e,
Fazes o mundo ficar bem melhor…

E é por tudo isto que te digo…
“Não há ninguém como tu…”

LC

Tuesday, October 23, 2007

A nossa vontade


Entre nós…
não há tempo destinado,
nem vontades oprimidas,
nem urgências declaradas…

Entre nós…
não há nada escrito a bem carregado,
nem suspiros retardados,
nem tristezas, nem lágrimas, nem olhar amuado…

Entre nós…
não há regras arruinadas,
nem futuro nem passado,
nem promessas adiadas…

Entre nós…
há apenas aquilo que é nosso,
claro e verdadeiro,
sem amarras nem revoltas…

Entre nós…
Só existe a nossa vontade!
LC

Thursday, October 18, 2007

Sempre e para sempre...



És a fusão exacta da magia e encantamento…
E de todas as palavras ditas num momento.

És um sonho cheio de vontade e de desejo…
E de todas as emoções em apenas um só beijo.

És um homem feito, puro e derradeiro…
E é assim que te dás…
perfeitamente inteiro.

És um verbo conjugado apenas no presente…
E é assim que eu te quero sempre e...
para sempre!


LC

Thursday, October 04, 2007

Hoje fazes 18 anos...



Hoje fazes 18 anos…

E eu podia escolher frases lindas, poéticas e perfeitas para te dizer….
Mas quero apenas dizer-te…
Que passei uma parte da noite a olhar para ti, como quando eras a bebé mais linda do mundo.
Que hoje és uma Mulher e…bela como eu sempre te sonhei.
Que apesar das nossas divergências (fruto da ligação indestrutível entre mãe e filha), te amo e acima de tudo te admiro pela forma madura e consciente como orientas a tua vida.
Que és, tantas vezes, uma espécie de espelho onde me vejo e revejo.
Que não te amaria tanto, se fosses diferente.
Que és parte de mim e fruto dum amor eterno…

Hoje fazes 18 anos…

a partir de agora,
as tuas escolhas, as tuas vontades e o desejo de procurar outros rumos…
vão ser a tua realidade.

Conta comigo,
porque vai valer a pena!

Thursday, June 28, 2007

Faz da tua a minha vontade de te ter...




Já não sofro de ilusões perdidas,
Onde te guardava vestido de prazer e luz.

Já não conto os dias para te rever e…
Voltar a respirar e suspirar em ti!

Já não carrego no sono a ânsia dum amanhecer…
Sem tudo e pouco quase nada dum fogo,
Que recusei extinto!

Agora…
E porque te conheci…
E porque me ensinaste todos os trilhos e atalhos…
Dum prazer que julgava inatingível,
Numa fusão eterna de dois corpos…

Não tentes sequer em me negar….
Porque tudo o que havia a escrever,
Já foi escrito…
E é nessas palavras que te digo:

Faz da tua a minha vontade de te ter…


LC

Wednesday, June 27, 2007

Não me venhas...decididamente!


Não me venhas com queixumes…
Não elabores razões que justifiquem o teu fado,
Que para ti é passado…
Presente…
Mas que nunca aconteceu!

Não me venhas com “lugares comuns”,
Palavras mal fabricadas,
Consciências com bafio,
E lâmpadas fundidas…

Porque,

É o medo a cegar-te a lucidez,
A paralisar-te os movimentos…
A engolir-te,
Absorver-te e…
A reduzir-te a essa sombra de ti.

Porque,

Eu já vi todas as “vergonhas” com que enches os teus dias…
Que para mim são o teu e o meu manto de luz,
Do rumo que nos espera, pacientemente….

Não me venhas…
Decididamente!

LC

Monday, June 25, 2007

Não há sombra sem luz


Para quem se sente à deriva,
no mar alto…
Para quem chega à sua terra e não reconhece
a casa onde nasceu…
Para quem conta uma história e se esquece
do final…
Para quem lê um livro,
apenas nas entrelinhas…
Para quem chora um ente querido que nunca conheceu…
Para quem já não ouve o som das palavras que profere,

Eu passo a gritar:
Não há sombra que não tenha luz…

LC

Thursday, June 21, 2007

Estupidamente eu...


Estupidamente serena…
É assim que te olho, te vejo, te incrimino e recrimino.
Porque adias os meus desejos e me cobras erradamente,
O meu passado.

Estupidamente confiante…
É assim que tu és.
Porque avanças à descarada, te fundes e confundes…
Uma, duas e três vezes…

Estupidamente inteligente…
É assim que eu sou.
Porque recupero tudo o que levas de mim…
Sempre que eu quero.
LC

Sunday, June 17, 2007

Não sou de ninguém...



Não voltes a curvar-te diante de mim,
Como se eu fosse a melhor pessoa do mundo,
E com isso te entregasses nas minhas mãos de anjo…
Que eu não sou!


Não voltes a fazer eco no meu peito,
Com esse grito de desculpa que amarrota o meu querer,
Por ti…


Eu não sou quem tu vês,
Nem te trago guardado para sempre.
Nem te retribuo na amplitude da tua entrega...
Nem ouço os teus gemidos de dor e de prazer,
Por mim…


Eu não sou de ninguém…
Nem de mim,
Nem de ti!

LC

Tuesday, May 29, 2007

Tudo é possível...



Tudo é possível…

Desde enlouquecer de paixão no meio dos teus braços…
A deixar-te escapar suavemente por entre os dedos.

Desde uma zanga feroz que te leve ao mais puro desespero…
Até ao máximo da ternura com que te percorro a pele.

Desde gritar-te “RUA” para poder respirar…
A correr desenfreadamente pelas ruas da cidade à tua procura.

Desde matar-te da memória e jurar que é para sempre…
A ver-te em cada esquina e teimar que és tu e sempre tu.

Tudo é possível…

Desde matar-te.
A pura e simplesmente te amar.



LC

Monday, May 21, 2007

Pega no telefone, porra!



Sei que já te vi algures…
Quando eras apenas forma e sombra
E percorrias todos os meus caminhos e abrigos…

Sei que já te senti em tempos…
Quando à mais leve brisa
O teu perfume me inundava e convencia
Da tua presença…única.

E é por saber-te e sentir-te de outros ventos…
Que te imploro,

Não me procures sem rumo,
Não me inventes sem razão,
Não me mates pouco a pouco…

Pega no telefone, porra!

Thursday, May 10, 2007

Foda-se...que raio de sonho


Ainda tentei beijar os teus olhos…
Achava que assim me verias de outra forma,
Que regressavas ao toque dos meus dedos,
E voltavas a chamar-me de princesa…

Ainda tentei reaver as tuas cores,
O sabor agridoce do teu sémen….
Achava que assim regressaria o teu tempo, a tua calma
E eu fosse de novo dona de ti…

Ainda tentei que lutasses de novo dentro de mim,
E provasses de novo o meu suco de cânhamo e canela…
Achava que assim voltavas a morrer nos meus braços e
A suplicar-me mais, mais e mais…

Mas não saíste do lugar…
E fizeste do teu silêncio uma verdade fria…



E quando finalmente me deste a mão e balbuciaste:
“Não vás…”
E tentaste lamber as minhas feridas mais recentes…

Eu acordei e disse:
“Foda-se…que raio de sonho”

LC