Friday, March 28, 2008
Monday, March 24, 2008
Ave de arribação...

De repente, o vento fustigou-me o rosto…
Levando-me os cabelos em direcções rebeldes…
E eu senti o sabor da liberdade.
E uma entrega total àquela velocidade…
Por segundos….
Imaginei-me dona daquele espaço imenso…
E abri os braços…!
Deixei que a brisa me beijasse o rosto…
Me acariciasse o peito e …
Me envolvesse num toque de paixão….
E eu estava ali
Só…
Liberta…
E por qualquer razão,
Senti as minhas asas de condão e….
Era de novo,
Ave de arribação…
E…
Quando o comboio sem paragem, passou…
Eu continuei ali,
Sentada no banco daquela estação…!
Levando-me os cabelos em direcções rebeldes…
E eu senti o sabor da liberdade.
E uma entrega total àquela velocidade…
Por segundos….
Imaginei-me dona daquele espaço imenso…
E abri os braços…!
Deixei que a brisa me beijasse o rosto…
Me acariciasse o peito e …
Me envolvesse num toque de paixão….
E eu estava ali
Só…
Liberta…
E por qualquer razão,
Senti as minhas asas de condão e….
Era de novo,
Ave de arribação…
E…
Quando o comboio sem paragem, passou…
Eu continuei ali,
Sentada no banco daquela estação…!
LC
Thursday, March 20, 2008
Ainda bem...

O despertador toca às seis e trinta.
Seis e trinta e oito volta a tocar e …
É assim, sucessivamente…
Até que ganho coragem para te acordar…
Às seis e trinta…
Toco-te ao de leve…
Oito minutos depois, volto-te a tocar…
Sinto-te…
Respiro-te e …
Afago…
A tua pele de menino imberbe…
E é assim, sucessivamente…
Até que ganho coragem para te deixar…!
(Ainda bem que nada se passa assim…!)
Seis e trinta e oito volta a tocar e …
É assim, sucessivamente…
Até que ganho coragem para te acordar…
Às seis e trinta…
Toco-te ao de leve…
Oito minutos depois, volto-te a tocar…
Sinto-te…
Respiro-te e …
Afago…
A tua pele de menino imberbe…
E é assim, sucessivamente…
Até que ganho coragem para te deixar…!
(Ainda bem que nada se passa assim…!)
LC
Monday, March 17, 2008
Só para que saibas...

Para que saibas que não sou idiota…
E espero passivamente por um gesto teu…
Eu vou dizer-te
Que te quero dar sem receber-te,
Que te vou abraçar mesmo sem querer-te,
Amar-te
E espero passivamente por um gesto teu…
Eu vou dizer-te
Que te quero dar sem receber-te,
Que te vou abraçar mesmo sem querer-te,
Amar-te
Morder-te
Bater-te
E...
Foder-te...
Mesmo que tudo isso te faça doer-te…!
Para que saibas que sou idiota…
E já não espero por nada teu…
Eu vou pedir-te...
Mesmo que tudo isso te faça doer-te…!
Para que saibas que sou idiota…
E já não espero por nada teu…
Eu vou pedir-te...
Que me agarres forte e forte
Mesmo que isso faça perder-te….
Toda a minha vontade de voltar a ter...
Toda a minha vontade de voltar a ter...
Te!
LC
Wednesday, February 20, 2008
Não me deixes só...
Monday, January 28, 2008
Recomeçar...

Recomeçar é difícil…
Obriga-te a forças ocultas e reprimidas,
A recordações sangrentas e vadias,
À busca de páginas lidas e relidas!
Recomeçar é muito difícil…
Obriga-te a juras antigas e tardias,
A choros e soluços às fatias,
A veres-te despojada de todas as alegrias,
Que pensavas...
Obriga-te a forças ocultas e reprimidas,
A recordações sangrentas e vadias,
À busca de páginas lidas e relidas!
Recomeçar é muito difícil…
Obriga-te a juras antigas e tardias,
A choros e soluços às fatias,
A veres-te despojada de todas as alegrias,
Que pensavas...
(estupidamente)
as merecias!
Recomeçar é mesmo muito difícil…
Obriga-te a sorrisos desmentidos,
A loucas hipocrisias doentias,
A esquecer sonhos, visões e utopias…
Que,
(coitadas)
Se julgavam as tuas melhores fantasias!
Recomeçar é cair…
Magoar…
Erguer…
Reerguer…
E somar o resto dos teus dias!
LC
Recomeçar é mesmo muito difícil…
Obriga-te a sorrisos desmentidos,
A loucas hipocrisias doentias,
A esquecer sonhos, visões e utopias…
Que,
(coitadas)
Se julgavam as tuas melhores fantasias!
Recomeçar é cair…
Magoar…
Erguer…
Reerguer…
E somar o resto dos teus dias!
LC
Sunday, January 27, 2008
Dona de mim!...
Monday, January 21, 2008
Não...

Não penses em mim mais do que um segundo,
Nem me sonhes vestida de anjo alado.
Não tentes sequer convencer-me das minhas virtudes.
Nem te imagines comigo ao teu lado…
Não levantes o meu véu com esperança
De me roubares um sorriso ardente…
Porque eu me visto de névoas e de sombra…
E te escondo a minha alma que não sente.
Não teimes…
Não insistas…
Não demores…
Porque é nessa tentativa tão crescente…
Que eu te fujo com raiva desmedida e,
Me perco para ti e para sempre.
LC
Saturday, January 05, 2008
Fada...Fado...ou Foda?

E quando esta dor de cabeça me assalta
E comodamente se instala, latejando
Eu peço umas mãos de fada…
Ou de fado?
Umas mãos de foda…
Que me afaguem…
Me invadam me acariciando…
E me façam vibrar enquanto peno…
De dor, de prazer e de vontade.
E quando tenho tudo o que pedi,
Lembro da cabeça palpitando…
E agora não é dor o que senti…
És tu…
Ou sou eu que estou sonhando?
E comodamente se instala, latejando
Eu peço umas mãos de fada…
Ou de fado?
Umas mãos de foda…
Que me afaguem…
Me invadam me acariciando…
E me façam vibrar enquanto peno…
De dor, de prazer e de vontade.
E quando tenho tudo o que pedi,
Lembro da cabeça palpitando…
E agora não é dor o que senti…
És tu…
Ou sou eu que estou sonhando?
LC
Friday, January 04, 2008
Sim...Oh Sim!

Ao mesmo tempo que me despes…
De forma bruta, apressada e selvagem,
E eu embato na parede…sôfrega e ofegante…
Abres-me as pernas com avidez…
E com o choque do teu corpo…
Cortas o meu respirar…
E entras em mim.
Sem que eu tenha tempo de dizer não e sim…
Não e sim!
E é nesse entrar frenético, louco e violento…
Que me agarro a ti com a força desse vaivém...
E te peço que fiques sempre e…
Sempre assim!
Mordes-me as palavras…
Puxas-me os cabelos…
E juras que não paras…que não paras…que não paras.
E é na mistura do meu grito que te ouço soltar…
O teu brado finito.
O teu sim…oh sim!
De forma bruta, apressada e selvagem,
E eu embato na parede…sôfrega e ofegante…
Abres-me as pernas com avidez…
E com o choque do teu corpo…
Cortas o meu respirar…
E entras em mim.
Sem que eu tenha tempo de dizer não e sim…
Não e sim!
E é nesse entrar frenético, louco e violento…
Que me agarro a ti com a força desse vaivém...
E te peço que fiques sempre e…
Sempre assim!
Mordes-me as palavras…
Puxas-me os cabelos…
E juras que não paras…que não paras…que não paras.
E é na mistura do meu grito que te ouço soltar…
O teu brado finito.
O teu sim…oh sim!
LC
Thursday, January 03, 2008
Olha para mim

Olha para mim.
Fixa bem os olhos que te enlevam…
Que clamam e reclamam pelo toque dos teus dedos,
Em cada pedacinho de mim que te espreita,
Sedento dos teus lábios.
Olha para mim.
E diz-me que me vês quente e bela…
Como a chama que te faz cobrir o meu corpo,
Como o grito que me sai de prazer e dor…
Como a boca que procura e bebe o meu suco…
Como a força do abraço onde eu regresso…
E descanso.
Olha para mim.
E toca-me no rosto…
Ao de leve, bem ao de leve…
Fixa bem os olhos que te enlevam…
Que clamam e reclamam pelo toque dos teus dedos,
Em cada pedacinho de mim que te espreita,
Sedento dos teus lábios.
Olha para mim.
E diz-me que me vês quente e bela…
Como a chama que te faz cobrir o meu corpo,
Como o grito que me sai de prazer e dor…
Como a boca que procura e bebe o meu suco…
Como a força do abraço onde eu regresso…
E descanso.
Olha para mim.
E toca-me no rosto…
Ao de leve, bem ao de leve…
Porque é assim que se faz o amor.
LC
Tuesday, January 01, 2008
Desejo ao amanhecer...

Para o ano que hoje começa…
Soma os teus passos aos meus...
Divide as pedras desse caminho por dois...
Multiplica as minhas vontades pelos teus desejos...
E inunda a minha alma de beijos.
Depois,
Subtrai-lhe os medos,
as angustias e ...
as esperas em vão.
Para o ano que hoje começa...
para ti...
eu tenho o meu coração.
LC
Thursday, December 20, 2007
A noite...

Se te contar que passei a noite a chorar…
Tu vais ficar aflito e inquieto…
E eu não te quero assim.
Se te contar que me sentia infeliz e,
Passei a noite a lamentar,
Tu vais ficar ainda mais aflito e inquieto…
E eu não te quero assim.
Então…
Decidi contar-te
Que passei a noite a pensar e a deambular
Por toda uma vida de…
Verdades e mentiras…
Vontades e desejos…
Dores e prazeres…
E aí…
Sei que vais ficar inquieto mas não aflito,
Porque me adivinhas sábia do meu sentir e
Sabes que é em ti que descanso o meu dormir.
LC
Sunday, December 16, 2007
E de ti...

Se um dia morrer e me perguntarem do que mais gostei,
Eu vou dizer:
Que foi da brisa que beijou o meu rosto…
Da primeira onda que cobriu os meus pés…
Da dentada doce e suculenta naquela pêra madura…
Dos dedos calmos e suaves que alisaram o meu cabelo…
Do meu rosto sorridente no espelho…
Da chuva na terra quente com cheiro forte de vida…
Das nossas gargalhadas a caminho da escola…
De nos fingirmos irmãs…
Do primeiro bater de coração por ti….
De descobrir que se pode morrer de amor…
Das vidas que gerei…
Dos passos que errei e dos que reconstruí…
E de ti…
E de ti…
E de ti…
Mas principalmente de ti!
LC
Thursday, December 13, 2007
Luz

É para ti que escrevo hoje…
Para que te sacies com as palavras tuas, vindas de mim.
E me ouças dizer de novo,
Que és a luzinha que acende o meu dia…
Me adivinha…
Me acompanha e
Acalma a minha alma…
É apenas para ti que escrevo hoje…
Porque pintas de verde-esperança,
os meus medos,
as minhas ansiedades,
as minhas horas menos boas e,
Fazes o mundo ficar bem melhor…
E é por tudo isto que te digo…
“Não há ninguém como tu…”
LC
Tuesday, October 23, 2007
A nossa vontade

Entre nós…
não há tempo destinado,
nem vontades oprimidas,
nem urgências declaradas…
Entre nós…
não há nada escrito a bem carregado,
nem suspiros retardados,
nem tristezas, nem lágrimas, nem olhar amuado…
Entre nós…
não há regras arruinadas,
nem futuro nem passado,
nem promessas adiadas…
Entre nós…
há apenas aquilo que é nosso,
claro e verdadeiro,
sem amarras nem revoltas…
Entre nós…
Só existe a nossa vontade!
não há tempo destinado,
nem vontades oprimidas,
nem urgências declaradas…
Entre nós…
não há nada escrito a bem carregado,
nem suspiros retardados,
nem tristezas, nem lágrimas, nem olhar amuado…
Entre nós…
não há regras arruinadas,
nem futuro nem passado,
nem promessas adiadas…
Entre nós…
há apenas aquilo que é nosso,
claro e verdadeiro,
sem amarras nem revoltas…
Entre nós…
Só existe a nossa vontade!
LC
Thursday, October 18, 2007
Sempre e para sempre...

És a fusão exacta da magia e encantamento…
E de todas as palavras ditas num momento.
És um sonho cheio de vontade e de desejo…
E de todas as emoções em apenas um só beijo.
És um homem feito, puro e derradeiro…
E é assim que te dás…
perfeitamente inteiro.
És um verbo conjugado apenas no presente…
E é assim que eu te quero sempre e...
E de todas as palavras ditas num momento.
És um sonho cheio de vontade e de desejo…
E de todas as emoções em apenas um só beijo.
És um homem feito, puro e derradeiro…
E é assim que te dás…
perfeitamente inteiro.
És um verbo conjugado apenas no presente…
E é assim que eu te quero sempre e...
para sempre!
LC
Thursday, October 04, 2007
Hoje fazes 18 anos...

Hoje fazes 18 anos…
E eu podia escolher frases lindas, poéticas e perfeitas para te dizer….
Mas quero apenas dizer-te…
Que passei uma parte da noite a olhar para ti, como quando eras a bebé mais linda do mundo.
Que hoje és uma Mulher e…bela como eu sempre te sonhei.
Que apesar das nossas divergências (fruto da ligação indestrutível entre mãe e filha), te amo e acima de tudo te admiro pela forma madura e consciente como orientas a tua vida.
Que és, tantas vezes, uma espécie de espelho onde me vejo e revejo.
Que não te amaria tanto, se fosses diferente.
Que és parte de mim e fruto dum amor eterno…
Hoje fazes 18 anos…
a partir de agora,
as tuas escolhas, as tuas vontades e o desejo de procurar outros rumos…
vão ser a tua realidade.
…
Conta comigo,
porque vai valer a pena!
Friday, August 24, 2007
Thursday, June 28, 2007
Faz da tua a minha vontade de te ter...

Já não sofro de ilusões perdidas,
Onde te guardava vestido de prazer e luz.
Já não conto os dias para te rever e…
Voltar a respirar e suspirar em ti!
Já não carrego no sono a ânsia dum amanhecer…
Sem tudo e pouco quase nada dum fogo,
Que recusei extinto!
Agora…
E porque te conheci…
E porque me ensinaste todos os trilhos e atalhos…
Dum prazer que julgava inatingível,
Numa fusão eterna de dois corpos…
Não tentes sequer em me negar….
Porque tudo o que havia a escrever,
Já foi escrito…
E é nessas palavras que te digo:
Faz da tua a minha vontade de te ter…
LC
Onde te guardava vestido de prazer e luz.
Já não conto os dias para te rever e…
Voltar a respirar e suspirar em ti!
Já não carrego no sono a ânsia dum amanhecer…
Sem tudo e pouco quase nada dum fogo,
Que recusei extinto!
Agora…
E porque te conheci…
E porque me ensinaste todos os trilhos e atalhos…
Dum prazer que julgava inatingível,
Numa fusão eterna de dois corpos…
Não tentes sequer em me negar….
Porque tudo o que havia a escrever,
Já foi escrito…
E é nessas palavras que te digo:
Faz da tua a minha vontade de te ter…
LC
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