Monday, January 21, 2008

Não...



Não penses em mim mais do que um segundo,
Nem me sonhes vestida de anjo alado.
Não tentes sequer convencer-me das minhas virtudes.
Nem te imagines comigo ao teu lado…
Não levantes o meu véu com esperança
De me roubares um sorriso ardente…
Porque eu me visto de névoas e de sombra…
E te escondo a minha alma que não sente.
Não teimes…
Não insistas…
Não demores…
Porque é nessa tentativa tão crescente…
Que eu te fujo com raiva desmedida e,
Me perco para ti e para sempre.

LC

Saturday, January 05, 2008

Fada...Fado...ou Foda?


E quando esta dor de cabeça me assalta
E comodamente se instala, latejando
Eu peço umas mãos de fada…
Ou de fado?
Umas mãos de foda…
Que me afaguem…
Me invadam me acariciando…
E me façam vibrar enquanto peno…
De dor, de prazer e de vontade.
E quando tenho tudo o que pedi,
Lembro da cabeça palpitando…
E agora não é dor o que senti…
És tu…
Ou sou eu que estou sonhando?
LC

Friday, January 04, 2008

Sim...Oh Sim!


Ao mesmo tempo que me despes…
De forma bruta, apressada e selvagem,
E eu embato na parede…sôfrega e ofegante…
Abres-me as pernas com avidez…
E com o choque do teu corpo…
Cortas o meu respirar…
E entras em mim.
Sem que eu tenha tempo de dizer não e sim…
Não e sim!
E é nesse entrar frenético, louco e violento…
Que me agarro a ti com a força desse vaivém...
E te peço que fiques sempre e…
Sempre assim!
Mordes-me as palavras…
Puxas-me os cabelos…
E juras que não paras…que não paras…que não paras.
E é na mistura do meu grito que te ouço soltar…
O teu brado finito.
O teu sim…oh sim!
LC

Thursday, January 03, 2008

Olha para mim


Olha para mim.
Fixa bem os olhos que te enlevam…
Que clamam e reclamam pelo toque dos teus dedos,
Em cada pedacinho de mim que te espreita,
Sedento dos teus lábios.

Olha para mim.
E diz-me que me vês quente e bela…
Como a chama que te faz cobrir o meu corpo,
Como o grito que me sai de prazer e dor…
Como a boca que procura e bebe o meu suco…
Como a força do abraço onde eu regresso…
E descanso.

Olha para mim.
E toca-me no rosto…
Ao de leve, bem ao de leve…
Porque é assim que se faz o amor.
LC

Tuesday, January 01, 2008

Desejo ao amanhecer...


Para o ano que hoje começa…


Soma os teus passos aos meus...
Divide as pedras desse caminho por dois...
Multiplica as minhas vontades pelos teus desejos...
E inunda a minha alma de beijos.
Depois,
Subtrai-lhe os medos,
as angustias e ...
as esperas em vão.


Para o ano que hoje começa...
para ti...
eu tenho o meu coração.


LC

Thursday, December 20, 2007

A noite...



Se te contar que passei a noite a chorar…
Tu vais ficar aflito e inquieto…
E eu não te quero assim.

Se te contar que me sentia infeliz e,
Passei a noite a lamentar,
Tu vais ficar ainda mais aflito e inquieto…
E eu não te quero assim.

Então…
Decidi contar-te
Que passei a noite a pensar e a deambular
Por toda uma vida de…
Verdades e mentiras…
Vontades e desejos…
Dores e prazeres…
E aí…
Sei que vais ficar inquieto mas não aflito,
Porque me adivinhas sábia do meu sentir e
Sabes que é em ti que descanso o meu dormir.


LC

Sunday, December 16, 2007

E de ti...



Se um dia morrer e me perguntarem do que mais gostei,
Eu vou dizer:
Que foi da brisa que beijou o meu rosto…
Da primeira onda que cobriu os meus pés…
Da dentada doce e suculenta naquela pêra madura…
Dos dedos calmos e suaves que alisaram o meu cabelo…
Do meu rosto sorridente no espelho…
Da chuva na terra quente com cheiro forte de vida…
Das nossas gargalhadas a caminho da escola…
De nos fingirmos irmãs…
Do primeiro bater de coração por ti….
De descobrir que se pode morrer de amor…
Das vidas que gerei…
Dos passos que errei e dos que reconstruí…
E de ti…
E de ti…
E de ti…
Mas principalmente de ti!
LC

Thursday, December 13, 2007

Luz



É para ti que escrevo hoje…
Para que te sacies com as palavras tuas, vindas de mim.
E me ouças dizer de novo,
Que és a luzinha que acende o meu dia…
Me adivinha…
Me acompanha e
Acalma a minha alma…

É apenas para ti que escrevo hoje…
Porque pintas de verde-esperança,
os meus medos,
as minhas ansiedades,
as minhas horas menos boas e,
Fazes o mundo ficar bem melhor…

E é por tudo isto que te digo…
“Não há ninguém como tu…”

LC

Tuesday, October 23, 2007

A nossa vontade


Entre nós…
não há tempo destinado,
nem vontades oprimidas,
nem urgências declaradas…

Entre nós…
não há nada escrito a bem carregado,
nem suspiros retardados,
nem tristezas, nem lágrimas, nem olhar amuado…

Entre nós…
não há regras arruinadas,
nem futuro nem passado,
nem promessas adiadas…

Entre nós…
há apenas aquilo que é nosso,
claro e verdadeiro,
sem amarras nem revoltas…

Entre nós…
Só existe a nossa vontade!
LC

Thursday, October 18, 2007

Sempre e para sempre...



És a fusão exacta da magia e encantamento…
E de todas as palavras ditas num momento.

És um sonho cheio de vontade e de desejo…
E de todas as emoções em apenas um só beijo.

És um homem feito, puro e derradeiro…
E é assim que te dás…
perfeitamente inteiro.

És um verbo conjugado apenas no presente…
E é assim que eu te quero sempre e...
para sempre!


LC

Thursday, October 04, 2007

Hoje fazes 18 anos...



Hoje fazes 18 anos…

E eu podia escolher frases lindas, poéticas e perfeitas para te dizer….
Mas quero apenas dizer-te…
Que passei uma parte da noite a olhar para ti, como quando eras a bebé mais linda do mundo.
Que hoje és uma Mulher e…bela como eu sempre te sonhei.
Que apesar das nossas divergências (fruto da ligação indestrutível entre mãe e filha), te amo e acima de tudo te admiro pela forma madura e consciente como orientas a tua vida.
Que és, tantas vezes, uma espécie de espelho onde me vejo e revejo.
Que não te amaria tanto, se fosses diferente.
Que és parte de mim e fruto dum amor eterno…

Hoje fazes 18 anos…

a partir de agora,
as tuas escolhas, as tuas vontades e o desejo de procurar outros rumos…
vão ser a tua realidade.

Conta comigo,
porque vai valer a pena!

Thursday, June 28, 2007

Faz da tua a minha vontade de te ter...




Já não sofro de ilusões perdidas,
Onde te guardava vestido de prazer e luz.

Já não conto os dias para te rever e…
Voltar a respirar e suspirar em ti!

Já não carrego no sono a ânsia dum amanhecer…
Sem tudo e pouco quase nada dum fogo,
Que recusei extinto!

Agora…
E porque te conheci…
E porque me ensinaste todos os trilhos e atalhos…
Dum prazer que julgava inatingível,
Numa fusão eterna de dois corpos…

Não tentes sequer em me negar….
Porque tudo o que havia a escrever,
Já foi escrito…
E é nessas palavras que te digo:

Faz da tua a minha vontade de te ter…


LC

Wednesday, June 27, 2007

Não me venhas...decididamente!


Não me venhas com queixumes…
Não elabores razões que justifiquem o teu fado,
Que para ti é passado…
Presente…
Mas que nunca aconteceu!

Não me venhas com “lugares comuns”,
Palavras mal fabricadas,
Consciências com bafio,
E lâmpadas fundidas…

Porque,

É o medo a cegar-te a lucidez,
A paralisar-te os movimentos…
A engolir-te,
Absorver-te e…
A reduzir-te a essa sombra de ti.

Porque,

Eu já vi todas as “vergonhas” com que enches os teus dias…
Que para mim são o teu e o meu manto de luz,
Do rumo que nos espera, pacientemente….

Não me venhas…
Decididamente!

LC

Monday, June 25, 2007

Não há sombra sem luz


Para quem se sente à deriva,
no mar alto…
Para quem chega à sua terra e não reconhece
a casa onde nasceu…
Para quem conta uma história e se esquece
do final…
Para quem lê um livro,
apenas nas entrelinhas…
Para quem chora um ente querido que nunca conheceu…
Para quem já não ouve o som das palavras que profere,

Eu passo a gritar:
Não há sombra que não tenha luz…

LC

Thursday, June 21, 2007

Estupidamente eu...


Estupidamente serena…
É assim que te olho, te vejo, te incrimino e recrimino.
Porque adias os meus desejos e me cobras erradamente,
O meu passado.

Estupidamente confiante…
É assim que tu és.
Porque avanças à descarada, te fundes e confundes…
Uma, duas e três vezes…

Estupidamente inteligente…
É assim que eu sou.
Porque recupero tudo o que levas de mim…
Sempre que eu quero.
LC

Sunday, June 17, 2007

Não sou de ninguém...



Não voltes a curvar-te diante de mim,
Como se eu fosse a melhor pessoa do mundo,
E com isso te entregasses nas minhas mãos de anjo…
Que eu não sou!


Não voltes a fazer eco no meu peito,
Com esse grito de desculpa que amarrota o meu querer,
Por ti…


Eu não sou quem tu vês,
Nem te trago guardado para sempre.
Nem te retribuo na amplitude da tua entrega...
Nem ouço os teus gemidos de dor e de prazer,
Por mim…


Eu não sou de ninguém…
Nem de mim,
Nem de ti!

LC

Tuesday, May 29, 2007

Tudo é possível...



Tudo é possível…

Desde enlouquecer de paixão no meio dos teus braços…
A deixar-te escapar suavemente por entre os dedos.

Desde uma zanga feroz que te leve ao mais puro desespero…
Até ao máximo da ternura com que te percorro a pele.

Desde gritar-te “RUA” para poder respirar…
A correr desenfreadamente pelas ruas da cidade à tua procura.

Desde matar-te da memória e jurar que é para sempre…
A ver-te em cada esquina e teimar que és tu e sempre tu.

Tudo é possível…

Desde matar-te.
A pura e simplesmente te amar.



LC

Monday, May 21, 2007

Pega no telefone, porra!



Sei que já te vi algures…
Quando eras apenas forma e sombra
E percorrias todos os meus caminhos e abrigos…

Sei que já te senti em tempos…
Quando à mais leve brisa
O teu perfume me inundava e convencia
Da tua presença…única.

E é por saber-te e sentir-te de outros ventos…
Que te imploro,

Não me procures sem rumo,
Não me inventes sem razão,
Não me mates pouco a pouco…

Pega no telefone, porra!

Thursday, May 10, 2007

Foda-se...que raio de sonho


Ainda tentei beijar os teus olhos…
Achava que assim me verias de outra forma,
Que regressavas ao toque dos meus dedos,
E voltavas a chamar-me de princesa…

Ainda tentei reaver as tuas cores,
O sabor agridoce do teu sémen….
Achava que assim regressaria o teu tempo, a tua calma
E eu fosse de novo dona de ti…

Ainda tentei que lutasses de novo dentro de mim,
E provasses de novo o meu suco de cânhamo e canela…
Achava que assim voltavas a morrer nos meus braços e
A suplicar-me mais, mais e mais…

Mas não saíste do lugar…
E fizeste do teu silêncio uma verdade fria…



E quando finalmente me deste a mão e balbuciaste:
“Não vás…”
E tentaste lamber as minhas feridas mais recentes…

Eu acordei e disse:
“Foda-se…que raio de sonho”

LC

Monday, May 07, 2007

Alma algo errante



Houve tempos em que o meu corpo era apenas teu.
E que a minha alma era algo errante…
E lutava contra ventos e marés à tua espera.
Houve um tempo em que me vestia de culpa…
E me sentia imperfeita,
Na perfeição de tudo de ti,
Nesse tempo, manipulavas-me a vontade,
Acertavas os meus ponteiros,
E fazias com que oscilasse no teu gosto e no teu desejo…
E eu,
Chorava feliz duma mágoa escolhida por ti.
Mas esse tempo morreu.
E quando pensavas…
que os meus gritos ainda eram os teus,
que os meus gemidos ainda eram de prazer,
o teu querer o meu querer…
e o meu caminho sem saída…
eu gritei bem forte,
sim.
Mas não de tesão por ti,
Não de orgasmos sucessivos…
Gritei de liberdade,
Sem fantoches, fantasmas ou tabus …
E passei a liderar a minha vida,
A comandar os meus sentidos,
E percebi que não eras humano,
Apenas uma personagem à procura duma alma algo errante…
Que te alimentasse a tua sede de poder,
E foi aí…
que te devolvi os pensamentos,
as esperas,
a fé,
a entrega,
e todos os meus sonhos de mentira…
te disse Adeus…
e segui o meu caminho!


LC

Tuesday, April 10, 2007

Mais só do que nunca...



Eu não sou tão forte como pensas…
Nem sempre faço da razão a minha arma…
Nem sempre te busco para te ouvir de novo:
“Sem ti, a minha vida não faz sentido…”
Às vezes,
Quando os meus fantasmas me perseguem…
(eu também tenho fantasmas)
E te procuro…
Frágil,
Desprotegida,
À espera que me entendas a fraqueza…
Tu repetes:
“Sem ti, a minha vida não faz sentido…”
E eu não tenho coragem de te negar esse aconchego…
Que tu pensas que me alimenta!
E…
Regresso a mim…
Muito mais só do que nunca!


LC

Wednesday, April 04, 2007

Destino



Se me disseres que a culpa é do destino…
Escrito e reescrito…
E que vou continuar a procurar-te…
Passo a passo,
Entre a tua e a minha rua…

Se me disseres que te vou ganhar e perder…
Sempre que esse destino malfadado,
Cruzar o nosso caminho…

Se me fizeres percorrer de novo o passado e
Todos os lugares onde me amaste…
Onde te amei…
e onde morri, pouco a pouco..
sempre que me afagavas o rosto e me dizias:
“É o nosso destino…”

Eu vou voltar a esse nosso tempo…
E encontrar-te num rosto…
bem longe de ti!

LC

Friday, March 16, 2007

Gemido de ti


Se eu pudesse abraçar-te e colar-te a mim…
E fazer do teu peito o meu porto de abrigo…
Embalar-te nos braços,
Beber tua seiva…
E guardar cada gemido de ti…

Se eu pudesse…
Ai, se eu te pudesse arrancar de novo…
As palavras loucas,
Do acordar,
Do deitar,
E sempre que te entranhavas neste meu corpo,
Teu,
Meu e…
Sedento da tua língua infinda…
Que se demorava em cada curva de mim…
E me sorvia,
Me bebia,
E me roubava cada gemido de mim…

Ai …
Se eu pudesse…
LC

Thursday, January 18, 2007

No veludo do meu corpo nu...


E ouvir de novo a tua voz…
E deixar que me voltes a sussurrar…
E entregar-me de novo às tuas mentiras…
Ousadas,
mal e benditas,
verdades interditas,
sentidas e breves…
E deixar-me afogar,
nesse chorrilho de nomes,
belos,
loucos…
Que me deixam sem rumo,
sem saída…
Como gritos que me prendem…
A ti.

(e quando a razão regressa…)

Encho o peito de vaidade e…
Imagino que…
Tudo não passou dum temporal de emoções e…
Fico,
de novo,
senhora e segura de mim…
E faço com que partas…
E me deixes apenas…
O prazer de te lembrar,
navegando,
no veludo do meu corpo nu.

LC

Wednesday, January 17, 2007

Porque sim...



Mandei-te para longe…
Achei que estava muito melhor sem ti…
Apaguei-te.
E respirei…de alívio.

E isso tudo aconteceu…
Porque sim.

Porque já não posso amar…
Apenas a ti.

Porque me cansei…
De não conheceres todos os meus sorrisos.

Porque me lembrei…
(assim de repente)
Que posso amar…muito para além de ti.

A mim.
Exactamente a mim....
até voltares a invadir as paredes do meu quarto e
todas as metades do meu dia e
até fazeres com que te veja...
em todos os rostos…
no meu regresso a casa….

Aí…
talvez aí...
eu regresse a ti..
por me cansar de saber de cor…
Todos os meus sorrisos!

LC

Wednesday, January 10, 2007

Nada acontece por acaso...


Hoje cruzei-me contigo…
mas não te olhei.
Senti-te tão perto como dantes…
o mesmo calor,
a mesma postura,
o mesmo ar apressado,
de quem foge de tudo e de nada.
Senti-te roçar de leve o meu ombro,
os teus dedos tocarem os meus…
um instante cheio de tanto e coisa nenhuma!...

Desci ainda mais o meu olhar…
e parte de mim se foi…
e parte de mim ficou,
sem mais ninguém perceber,
no meio da multidão!...

E…
só muitas horas mais tarde,
entendi,
apreendi e…aprendi!

Nada acontece por acaso!
Porque foi por um acaso…que nada aconteceu…!
LC

Friday, December 15, 2006

Linda...como só tu consegues ser!


Quando sentires que é o peso do mundo que trazes no peito…
Que o espelho te devolve sempre a imagem errada…
Que nada do que dizes é entendido…
Que o mundo acaba a cada “não” que ouves…
Que nasceste no sítio errado e à hora errada…
Que consegues amar e odiar alguém ao mesmo tempo…
….
….

Experimenta sentar-te junto ao mar…
E fazer com que o teu grito se confunda com o barulho das ondas…


Depois…
Talvez aches que toda essa revolta que armazenas aí…
Faz parte de ti…
Como menina,
Como “quase mulher”,
E faz de ti
Linda …
Como só tu consegues ser!
LC

Thursday, November 30, 2006

Essencialmente...muito prazer!



Se for essa a tua ideia…
E resolveres voltar atrás,
Nas tuas decisões de última hora….
Talvez eu volte a fechar os olhos…
A abrir de novo os meus braços,
O meu coração…
E o outro lado da minha cama…
E te deixe entrar de novo,
Na minha vida..
Mas terá de ser…
Bem de mansinho…
Como quem renasce a cada gesto…
E volta a pintar
Cada dia e cada noite,
Com pedacinhos de,
Mel,
Suor e prazer…
Essencialmente muito prazer…!

LC

Sunday, November 26, 2006

Dá-me as tuas mãos...


Dá-me as tuas mãos…
Deixa que faça com elas…
o regresso de todas as memórias de ti...
Deixa que o meu corpo as retenha…
Em cada curva e recanto…
Onde elas já se perderam sem fim…
Dá-me, de novo, as tuas mãos abertas…
Mas não voltes a deixar escapar por entre os dedos…
O meu rosto…
O meu peito…
E,
Todos os pontos da minha pele,
Onde me juravas que me querias,
Sempre e sempre…
E eu sorria,
E acreditava,

Como ainda hoje acredito…
Que é assim…
Que vale sempre a pena!
LC

Monday, November 20, 2006

Também te guardo a ti...


No meu passado guardo…
Risos,
Beijos,
Brinquedos,
Escola,
Pão com manteiga,
Casa da avó,
Chocolate,
Saudade,
Lembrança,
Flores,
Chuva,
Frio,
Praia…
E também te guardo a ti…
E agora?
Como me livro das recordações de ti…
Sem perder tudo o que já vivi?

LC

Tuesday, November 14, 2006

Fica...



Fica…
Fica sempre assim perto de mim…
Mas não me toques…
Não permitas sequer…
Que a minha pele volte a fazer parte…
Do trajecto dos teus dedos…

Não voltes a enganar a minha noite,
Com essa luz maldita…
Com que vestias o teu olhar…
O meu olhar…
e alimentavas todas as estrelas do meu céu….

Já não te quero…
Já não te posso querer…

A não ser que voltes a desenhar…
Aquele coração estúpido na areia…

E eu volte a acreditar em ti!...

LC

Monday, November 13, 2006

Friday, November 10, 2006

Leva-me daqui...



Leva-me daqui…

Leva-me nas asas protectoras,
Onde me abrigo,
Sempre que me adivinhas perdida!

E eu…
Porque te confio a minha alma…
E os meus segredos…
Escondo-me em ti…

E vou!...

Porque não quero que mais ninguém me veja!

LC

Tuesday, November 07, 2006

A minha primeira camélia do ano



Se quiseres ser como a minha primeira camélia do ano…
Eu juro que vou-te cuidar…
E saber esperar pelo dia em que virás…
Cheio de vida e de cor…
Só para mim.

LC

Tuesday, October 31, 2006

A tua mão na minha...



Quando eu for muito velhinha...
E tu fores muito velhinho...
Eu vou fazer questão que ainda nos amemos...
exactamente com a mesma intensidade de agora!
...

Porque amar pode ser apenas a tua mão na minha...

LC

Sunday, October 29, 2006

Obrigada


Houve tempos em que quase caí do alto do céu…por ti.
Em que tudo e nada que se nos opusesse…era alvo a atingir.
Houve tempos em que percebi a razão de todos os números e todas as letras…
e fiz desses caracteres o grande sentido de mim.
Houve tempos em que levantava os olhos e seguia em frente…
Semeando a inveja da minha felicidade.
Houve tempos em que fui esplêndida…
Imprescindível…
Nativa…
encantadora…
e…
essencialmente o verdadeiro sentido da vida.
Ainda bem.
Porque foi com esses tempos que me fiz tão brilhante…
Como a imagem que revejo todos os dias ao meu espelho.
Obrigada.

LC

Thursday, October 26, 2006

No fundo da minha rua...



Se estivesses no fundo da minha rua…
eu corria para ti e envolvia-te sem pressas…
no meu corpo ainda quente do teu último abraço…
Mas,
sempre que olho o fundo da minha rua…
não é a ti que vejo…
são apenas as lembranças dum tempo que não volta…
e aí eu choro…
e não sei se pela teimosia em te rever…
se de raiva por te ter deixado sair…
do fundo da minha rua!

LC

Thursday, October 19, 2006

Como que renascida...!


Eu já não sou o que fizeste de mim…
Já não estou no sitio onde me deixaste…
Parti…
Envolta nos teus ensinamentos…
Revestida do que suguei de ti…
Feliz e amargurada…
Pelo que tive e pelo que nunca cheguei a ter.
E carreguei-te em cada poro…
E o meu pensamento, tantas vezes toldado pelos teus olhos…
Lutava contra a memória do teu rosto…
……
Se cheguei a bom porto?
……
Sim…
Como que renascida!

LC

Friday, October 13, 2006

Entre milhares...



Podes passar entre milhares,
reduzir o teu corpo a mais um corpo,
vestires de novo esse olhar de fugitivo…
E pensares que não estás,
onde vives cada vez mais presente…
Porque,
mesmo que te dispas desse aroma a frutos frescos…
Desse sabor agridoce…
Dessas mãos sedentas de amor…
E desse toque de rebeldia atroz…
Eu vou voltar a viver-te…
A sorver-te…
A absorver-te…
E a ter-te como nunca…
Mesmo que tu aches que mais ninguém te sente!

LC

Thursday, October 12, 2006

Feiticeira


Eu gostava que tirasses essa máscara…
Que voltasses a ser o meu menino de outrora…
Quando dormias nos meus braços…
E esquecias o mundo.
Chamavas-me feiticeira e eu acreditava.
Choravas emocionado…
Ao contemplar o meu ar sereno…durante o sono.
Fazias-me sonhar.
Levavas contigo o meu corpo e a minha alma…
E eu deixava.
Achava que assim me tinhas sempre e para sempre.
Eu gostava que tirasses essa máscara de agora…
Para eu te poder reconhecer!
Sempre…
E para sempre…!

LC

Tuesday, October 10, 2006

Não precisas vir...



Não precisas vir.
Sei-te de cor.
Adivinho cada passo…
Cada investida tua…
O teu cheiro é o meu cheiro…
Os teus olhos dizem o mesmo que os meus…
Cada gesto,
Cada passo,
Cada dedilhar teu…
Simples e comum,
Faz vibrar sem pudor,
A parte de mim que te chama…
Não precisas vir…

LC

Friday, October 06, 2006

À tua espera...


Cannelle

Quando penso que tudo acabou…
Que nada mais em mim me resta em tua honra…
Que o cansaço pela espera me derrubou a vontade,
O sabor,
E a ligeireza com que corria ao teu encontro…
Há qualquer coisa em mim…
Que me desperta,
Me percorre,
E me acorda dessa letargia…
Com que pautei a minha vida à tua espera!

LC

Wednesday, October 04, 2006

Tuesday, October 03, 2006

De amor...se pode morrer!


Igor Volgin


Era sempre assim que me amavas…
Tocavas e entravas…
Sabia quando chegavas…
E…
inocentemente deixava…
que me invadisses…me explodisses…me abraçasses…
E…
me provocasses a ânsia que reprimias…
A boca que me calavas…
O corpo que me agarravas…
E deixavas que eu gritasse…
Inundada de desejo…
E paravas…
Te afastavas…
Para que eu,
Nesse preciso momento…
Fechasse os olhos…
E soubesse…
Que de amor…se pode morrer!

LC

Mensagem



Porque me cansas com tantas dúvidas...
se só tu conheces a minha chama..?

LC

Monday, October 02, 2006

Dança comigo...



Por isso…danças comigo.
E é nesse teu deslizar sobre o meu corpo…
Que eu traduzo os teus passos,
A tua vontade,
Os teus sinais prementes de fuga…
E de mão na mão…
Levas-me para onde mais ninguém sabe…
Em segredo,
Para uma redescoberta desenfreada…
Que nunca cansa nem acaba…
E danças de novo comigo…
Desta vez…
Leve …
E livre …
Ouvindo apenas o teu sussurro!

LC

Thursday, September 28, 2006

Finalmente...



É por dentro que te sinto.
É na certeza do impossível que te tornas mais presente em mim…
É no que escondes e reténs…que te dissolves na minha ansiedade.
E depois…
Mesmo sem a tua permissão…
Eu levo-te comigo…
E faço-te dar voz a todas as vontades e desejos…
Prendo-te ao peito…
Onde tu sugas a vida…
Roubo-te as palavras…
Onde me prometes as fantasias mais ousadas…
Faço-te vir…ficar…e regressar…
Porque tu sabes…
Que é querendo a minha insanidade de paixão…
Que te encontras…
Finalmente!

LC