Friday, June 29, 2012
Abraço gigante
Monday, June 25, 2012
Fantasia
A noite começa sem ti.
Mais uma viagem em vão.
Penso em tudo que construí
e destruí.
E deito-me em solidão.
A noite avança sem ti.
Faz frio sem eu querer.
Penso em tudo em que investi
e perdi.
E mal consigo esperar… até o sol nascer.
A noite vai avançando…
longa, escura e zombeteira.
Ouvem-se as vozes crescer,
pia a coruja matreira.
E eu vou…estando…estando
e mal consigo esperar… até o sol nascer.
Oh…
como demora a passar!
Olho o céu, desesperada.
Tu não vens e não virás
mas eu continuo a querer
deixar de ser mal amada...
e de repente te ver.
Nem que para isso…
nem que para isso...
eu tenha de te perder.
Fecho os olhos devagar
e penso em mais um dia
que me espera, ao acordar.
Longo, longo como a noite
em que tu não vais estar…
nem agora,
nem depois,
nem na minha fantasia!
Nós iremos ficar os dois!
LC
Thursday, June 21, 2012
Abril
Tuesday, June 19, 2012
Noite
Monday, June 18, 2012
Em tempos
Sunday, June 17, 2012
Nuvem
Thursday, June 14, 2012
Que tens tu?
Que tens tu?
Thursday, August 04, 2011
Agora é tarde...!

Perdi o dom de te saber esperar.
Já não alteras o ritmo do meu dia,
nem mexes mais no meu despertar.
Já acordo sem ti.
Sem o teu cheiro e o teu aconchego.
Já não te sinto a falta,
já venci “aquele” medo…
De te perder num piscar de olhos,
De sentir que desaparecias numa névoa do mar,
De deixar de ouvir o teu respirar,
De te imaginar inerte, sozinho, a pairar,
Numa nuvem escura,
para onde vão as almas impuras…
a penar!
Já sinto o meu peito mais leve,
Sem ti, sem nós, sem mim contigo,
Porque não eras mais que um floco de neve
Que derrete … ao mínimo sinal de perigo!
Que bom!
Já não existes!
Libertei-me dum fardo tão pesado,
que na hora de ouvir o teu nome,
vou imaginar-te…
(não um anjo alado)
mas alguém que nunca foi alguém.
Apenas ninguém!
Com muitos nomes diferentes,
Com muitos rostos ausentes,
A quem um dia,
infelizmente…
Eu quis bem!
LC
Monday, August 01, 2011
Apenas por te amar...

Se de ti partiu tanto amor,
porque o sentias!
Se de ti saíram tantos gestos de ternura,
porque o pedias!
Se de ti saía esse olhar quente e lascivo no meu peito,
porque o desejavas!
Se de ti, meu amor, saíam palavras e promessas,
porque acreditavas!
Se em ti tudo era firme numa devoção sem limites,
porque não o evitavas!
Se tentavas reprimir a ânsia de me veres, de me sentires e reteres,
porque o temias!
Se era em mim que te alimentavas numa síntese de ternura,
porque o necessitavas!
Se era em ti que eu via a perfeição pintada nos dedos da tua mão!
Se me pendurava no teu pescoço, sempre que te rias!
Se me albergava no teu colo, sempre que nascia e renascia!
Se te elogiava o brilho encantador que cintilava nos teus olhos!
Se te procurava em cada pessoa que passava na rua!
Se mergulhava forte nos lençóis em busca do teu cheiro!
Se esperava ardentemente uma chamada tua…
……
Se, de repente, a minha vida passou a seres tu e tu a minha vida!
Se tudo isto aconteceu, sem eu contar…
Foi, na realidade,
apenas por te amar!
LC
Abraço

Afinal tudo pode ter o seu encanto.
Mesmo nos sítios mais obscuros e improváveis,
pode haver uma luz em qualquer recanto,
que torna alguns momentos bem louváveis.
Ontem…num desses sítios às escuras,
Mesmo debaixo duma névoa inconstante,
provaste-me que aquilo que procuras,
te ajuda a ver o mal…muito distante!
E quando essa névoa se dissipou,
e por momentos houve uma nesga de céu que se abriu,
algo em mim se fez dia e disparou.
E quase tudo em que eu acreditava,
pura e simplesmente se escapuliu!
Olhei para ti, como se se tratasse da primeira vez.
Fazia tanto tempo…mas era como se tivesse sido ontem.
Vi-te de novo, com os meus olhos de menina latente
e abracei-te bem forte.
Mas não quero que te contem,
que te sonhei dias a fio,
porque sempre estiveste bem presente.
No fundo…renasci.
De algo que já julgava esquecido.
Dei o dia como ganho e rendi-me.
Afinal…
eu nunca te tinha perdido!
LC
Ramo de Margaridas

Eram tantas as margaridas que trazias naquele ramo!
Era tanta a ansiedade para eu as abraçar!
Era tanta a expectativa que eu as adorasse!
Que eu fiquei atónita…a delirar!
Para mim?
Aquele ramo era mesmo para mim?
E eu ali com tanta gente a rodear-me,
Sem se aperceberem da vaidade que sentia,
Do orgulho que me enchia o peito,
Sem qualquer jeito!
Deixaste-me o colo cheio de pétalas de cores,
E saíste!
Tão rápido como entraste.
E o orgulho que me tinha enchido o peito,
e a vaidade que me ruborizava as faces,
fez-me encher de novo o peito,
desta vez de qualquer jeito!
O resto da noite de ribalta,
Onde eu brilhava, naturalmente…
Ganhou uma cor diferente!
(sem tu imaginares)
Porque mesmo sem as flores no colo,
Eu tinha a alma repleta de margaridas,
E sorria, sorria e sorria…
Não pela noite de alegria,
Mas pelo que eu sentia!
Uma surpresa contida,
uma emoção escondida…
Obrigatoriamente!
Nota:
As margaridas não chegaram a murchar…
porque o branco e o amarelo fez o ramo muito BELO!
LC
Saturday, July 16, 2011
Não é a ti que amo...nem nunca te vou amar.

Esperei tranquilamente pela tua última palavra.
Não!
Não é a ti que amo nem nunca te vou amar.
Cruel, duro e insensível.
Mas verdadeiro.
E eu mal podia esperar que aquele encontro se esfumasse
E fosse outra pessoa no meu lugar!
Os óculos esconderam o meu olhar.
Como poderia arriscar?
Veres-me desnudada e a sangrar
Enquanto me revelavas todos os detalhes do nosso acabar?
Mantive-me em silêncio e atenta.
Mas a mente mirrou e foi ficando cada vez mais lenta.
As tuas palavras arrastadas pelo vento…
E eu a acreditar
Que era outra pessoa no meu lugar.
Queria negar.
Mas como? Se já não percebia o teu falar?
Eu não te amo nem nunca te vou amar
E não finjas.
Não te defendas.
Não te escondas.
Porque és tu que estás aqui à minha frente.
Não é outra pessoa nesse lugar.
A minha mente voltou.
E foi no meu cabelo que o vento soprou
E me devolveu todas as palavras que eu não tinha ouvido.
Olhei para ti.
Não te reconheci.
Finalmente, percebi.
Era mesmo eu que estava ali.
Mas do outro lado da mesa,
havia outra pessoa no teu lugar.
De ollhar vazio…como que absorvido.
Sem expressão … nem brilho no olhar.
A conversa entre alguém que nunca esteve,
Tinha terminado de repente
O que foi dito,
O vento levou, trouxe e guardou.
O que não foi dito,
Foi esquecido lentamente.
e naquele abraço de perdão e medo
ficou para sempre o nosso segredo!
LC
Thursday, July 14, 2011
Amante...

Já não me atrais.
Já não quero a tua forma de ser,
O teu jeito de menino independente
Era apenas uma forma de te ver.
Já não me seduzes.
Já nada em ti é belo e confiante
O teu olhar perdeu o brilho que lhe dei
E eu já não te quero como amante.
Já não te distingo na multidão.
És mais um que passa e não se nota
És mais um que se mistura entre os demais
E eu não te quero mais.
Já consigo adormecer sem te rever.
Já consigo acordar sem te lembrar.
Os meus dias já não passam devagar,
Pelo encontro que não vai acontecer.
Já nada em ti me enche a minha alma.
O teu rosto é apenas mais um rosto,
O teu cheiro uma vulgar fragrância
E já não reconheço sequer a tua calma.
Já não sei sequer como te chamas.
Já esqueci teu nome, sobrenome e pseudónimo.
Já não me voltas a chamar de Laura.
Para ti sou apenas um anónimo.
Já não te reconheço se te encontrar.
Não te dirijas a mim sem eu saber
Porque quando te olhar e reolhar,
Eu sei que já não te vou reconhecer!
Mas se voltares a deixar entrar o mar,
Naquela janela tão distante
E esperares comigo que o sol repouse
E ficarmos juntos
até que ele se levante...
Talvez aí,
talvez aí, eu volte a ser a tua amante!
LC






