Friday, July 06, 2012

Não sei
















Não sei que merda de nome tem o que sinto
Nem como raio se mede esta vontade
Só sei que quando te digo o que te digo…não te minto
É a pura verdade…
A mais pura verdade!

Não sei se é normal gritar-se pelo desejo
Exultar vibrar e trepar… ao mais alto nível
Só sei que do teu lado…tudo se torna um festejo
E é incrível…
Eu juro que é incrível!

Não sei se as horas passam ou se o relógio parou
Se é dia ou noite ou se há luar
Só sei que assim…exactamente assim ninguém me amou
E eu não vou recuar…
Eu juro que não vou recuar!

Não sei onde estou quando me elevo ao céu
Se é ali contigo ou em qualquer outro lugar
Só sei que quando regresso tu és meu…e só meu
E juro que vou ficar
Que vou mesmo ficar!

Não sei até que ponto eu consigo ir
Se é mensurável o melhor de mim
Só sei que enlouqueço a cada toque teu
Que te suplico constantemente…que sejas meu
E que deliro a cada teu sim
Oh sim!

Não sei onde vou parar com esta loucura
Que me absorve…me invade…me deixa apaixonada
Só sei que não há cura…não há mesmo cura
Mas eu também não quero saber de mais nada!

Não sei….mas para quê saber?
Se é assim que eu quero viver…!

LC

Até ao fim












Entrei tão devagarinho
Com medo de te acordar
Selei-te com um beijinho
Apenas para que soubesses
Que estava ali…para te amar!

Ali…naquele segundo
Queria que fosses só meu
Dentro do nosso pequeno mundo
Em que tudo o que possuo
É teu e apenas teu!

Abriste os olhos para mim
Num largo e lindo sorriso
Por instantes…cheirou-me a jasmim
E a tudo o que eu preciso!

De afago
De mimo
De atenção
De rir
De gemer
De brincar
E…da tua mão!

Deitei-me ao teu lado
Calma, serena e sequiosa
Chamei-te…” meu amado”
Chamaste-me …”perigosa”!

Vem, disseste tu
Deixa que os nossos corpos se unam
Liberta-te de tudo lá fora
E fica comigo
Sempre mas principalmente agora!

O sol, o mar e a lua
Foi ali que recebi
E tudo o que há de mais sublime
Dado por ti!

Pediste…entra em mim
Até ao fim!

LC

Sunday, July 01, 2012

A razão













A razão tem outro lado
Bem contrário ao da paixão
Que me obriga a respirar
Para dentro do meu fado
E me prega os pés ao chão.

A razão…ai a razão
Essa puta desvairada
Que se vende por um tostão
Como se não valesse nada.

A razão…tem a razão
De algo que desconhece
Entra e sai sem permissão
Aparece e desaparece.

A razão é quem me chama
Sempre e sempre à atenção
Como se eu quisesse a fama
De não sofrer de emoção.

Não te quero…ó razão!
Livra-me de tanto pensar
Deixa-me…larga-me a mão
Preciso de respirar.

Quero amar amar e amar
E ser feliz…pois então?
Quero que sejas meu par
Mesmo sem teres razão.

Razão…Amor…Amar
Não ligam…pois não?

LC

30/06/2012

Friday, June 29, 2012

Abraço gigante














Abraço gigante
É aquele que me dás
Onde navego sem pressas
Nem horas e dias para trás.

Abraço gigante
É aquele que me aquece
Me conforta e me acalma
E que só a mim pertence.

Abraço gigante
Do tamanho do sentir
É aquele que eu recebo
Apenas por existir.

Porque é nesse abraço gigante
Que me sinto rainha do mundo
Onde tudo o que eu não tinha
Passo a ter
E tudo o que era meu
Passa a ser teu
E tudo o que sinto é tão profundo
Como aquela estrela que brilha no céu.

E nesse abraço gigante
Onde vivo dia a dia
Onde vibro pelo toque
Na minha pele macia
Onde me assola a paixão
As promessas com sentido
Onde o querer é apenas querer
E o desejar mais do que ter …

Eu quero mesmo ficar
Até morrer!

LC

Monday, June 25, 2012

Fantasia















A noite começa sem ti.
Mais uma viagem em vão.
Penso em tudo que construí
e destruí.
E deito-me em solidão.
 
A noite avança sem ti.
Faz frio sem eu querer.
Penso em tudo em que investi
e perdi.
E mal consigo esperar… até o sol nascer.
 
A noite vai avançando…
longa, escura e zombeteira.
Ouvem-se as vozes crescer,
pia a coruja matreira.
E eu vou…estando…estando
e mal consigo esperar… até o sol nascer.
 
Oh…
como demora a passar!
 
Olho o céu, desesperada.
Tu não vens e não virás
mas eu continuo a querer
deixar de ser mal amada...
e de repente te ver.
Nem que para isso…
nem que para isso...
eu tenha de te perder.
 
Fecho os olhos devagar
e penso em mais um dia
que me espera, ao acordar.
Longo, longo como a noite
em que tu não vais estar…
nem agora,
nem depois,
nem na minha fantasia! 
 
Nós iremos ficar os dois!
 
LC

Thursday, June 21, 2012

Abril













Agora que derrubaste o meu velho mundo
que quebraste sebes e fronteiras
que me olhas lá no fundo…bem no fundo
e descobres raivas verdadeiras…

Agora que me abrigas no teu peito
e me sussurras palavras ao ouvido
que me acolhes doce no teu leito
como se eu nunca te tivesse tido…

Agora que me quebraste todo o gelo
que me arrancaste tantas emoções a mil
que fizeste do meu rosto belo e belo
como se fosse o nosso mês de Abril

Abril…de liberdade salutar.
Abril…de Primavera a florir.
Abril…de amar…amar e amar.
Abril…de descobrir…
         tanto descobrir!

Agora que entraste de mansinho
com a força dum ciclone repentino.
Agora que me ensinaste esse caminho
fala-me do destino…
   do nosso destino!

Agora tu és meu e eu sou tua.
E finalmente a vida faz sentido.
Agora faz de mim a tua deusa nua
e continua as palavras ao ouvido!

LC

Tuesday, June 19, 2012

Noite
















À noite tudo acontece.
Vem a calma e vem a paz
e tudo que nos pertence
ganha forma…
e um desejo voraz!

À noite a luz se vai,
ficam as sombras no ar,
ficam palavras à solta,
risos contidos,
vozes caladas…
e tantas dúvidas
que teimam em ficar!

À noite vem o luar,
as recordações gigantes
e as almas algo errantes
assombram o teu sonhar!

À noite eu fico só,
sem ti,
sem mim,
sem a vida que se esvai
por entre os dedos da mão
e tudo se reduz a pó
quando a alma cai no chão.

À noite,
o sol nasce
o sol se põe
à distância dum olhar..
como se o dia morresse
mesmo sem começar!

À noite,
eu sou tua…!
mas que adianta mentir?
Se sou tua sem o ser
se te vais mesmo sem vir?

À noite,
tudo acontece…!

LC

Monday, June 18, 2012

Em tempos















Em tempos escrevi raivas,
dores escondidas em vão,
matei e morri por amores e desamores...
e agora?...onde é que eles estão?

Em tempos vivi horrores,
retratei tragédias sem fim,
caminhei, galguei e escalei...
vales,
montanhas,
cidades e
cansei-me tanto de mim!

Em tempos gritei aos céus,
aos mares e oceanos,
vesti e despi mil véus,
perdi em minutos... mil anos!

Em tempos,
tanta canseira,
tanto ódio sem razão,
tanta paixão verdadeira e
tanta falsa paixão!

Em tempos,
eu fiz vitória,
com pedaços da minha alma,
atei-a, retalhei-a e
perdi totalmente a calma!

Em tempos eu fui assim.
Em tempos eu desisti.
Mas agora...que te vi,
que te senti e te vivi,
acho que voltei a mim!

Em tempos eu não sabia,
que um dia te ia ter!

Nem que eu tenha de morrer!


LC